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Freelas hoje em dia

October 1st, 2009

Esse filme foi criado usando um site chamado Xtra Normal, que promove a criação de filmes e animações de maneira simples e rápida. Ele mostra como funciona o processo de conseguir um freela de fotografia hoje em dia. A animação pode até ser um pouco tosca, mas a mensagem está bem próxima da realidade… infelizmente. O filme é falado em inglês, portanto se você não fala inglês, aprenda.

Dica do Tim Kemple.

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Kite Photography?

September 30th, 2009

Sim… é verdade. Tem um sujeito que se identifica apenas como KAPturer (KAP = Kite Aerial Photography) que tira fotos aéreas usando uma pipa. Como? Bom, ele mesmo responde a essa e outras perguntas no seu perfil do Flickr, que eu copio abaixo, mas não é muito difícil de imaginar, não é verdade?

A pipa deve ser capaz de levantar pelo menos 1 kg, ou seja, não é uma daquelas pipas que são vendidas na praia, com a bandeira do Framengo. Depois de prender a câmera firmemente na pipa, basta dar asas a sua imaginação… e bolar um jeito de disparar o obturador. Ele diz que usa rádio, mas na pior das hipóteses é só deixar a câmera tirar uma foto a cada 10 segundos e depois se virar na edição.

Foto aérea usando pipa ©KAPturer

Foto aérea usando pipa ©KAPturer

Copiado do perfil do sujeito:

FGA (Frequently Given Answers):

* It’s a camera
* Yes
* Taking pictures
* Of the scenery below
* Mainly for fun
* No, the images on Google Earth are taken by satellites and aircraft
* A guy in France did, in 1888
* I can control it by radio
* No
* There are hundreds, maybe even thousands of us across the world
* As high as the string will let me
* No idea!
* Probably
* Thanks!

Bom, pelo que entendi, isso já foi feito em 1888 (por Arthur Batut, eu pesquisei), existem vários “kite photographers” no mundo, e ele comanda a câmera por controle remoto. Legal.

O "carretel", com linha que aguenta até 100kg ©KAPturer

O "carretel", com linha que aguenta até 100kg... ©KAPturer

…e é bom que essa linha aguente mesmo, ou então o vento leva embora sua câmera. Infelizmente isso nunca daria certo no Rio de Janeiro. Em poucos segundos, um empinador de pipas malandro iria rabear a câmera-pipa e aí, adeus equipo. Mas ao que parece, lá na Holanda isso dá muito certo, pois já encontrei várias fotos interessantes desse tal de KAPturer e de muitos outros como Scott Haefner.

Preparando-se para soltar a pipa ©Scott Haefner

Preparando-se para soltar a pipa ©Scott Haefner

E aliás, aos escaladores e a quem possa interessar, na primeira foto, aquela “escultura torta” é na verdade um mega muro de escalada, com mais de 35 metros de altura, e vias em todas as faces. Essa, parece, foi a solução dos Holandeses para criar um point de escalada nesse país completamente plano. Os escaladores agradecem :)

Escalada, Fotografia, Natureza , , , , ,

Como fotografar Vale-Tudo?

July 24th, 2009
Não, eles não combinaram de fazer isso ©PedroStabile.com

Não, eles não combinaram de fazer isso ©PedroStabile.com

Durante muito tempo, cobri vários eventos de Vale-Tudo ou MMA (Mixed Martial Arts), e uma coisa que sempre me impressionou era que mesmo depois de apanhar como uns desgraçados, alguns lutadores permaneciam amigos, inclusive já ouvi comentários no ônibus de volta do evento como: “Porra, aquele direto me acertou em cheio, pensei que fosse apagar, você andou treinando né? ” ou “Sabia que você quebrou meu dente com aquele chute? Hahaha!” e todos riam. Em outros casos rolavam ameaças de morte e coisas desse tipo… normal.

Em um evento desses, o fotógrafo deve se preocupar com várias coisas ao mesmo tempo. A primeira coisa, e essencial, é ENTRAR no evento. Você acha que é tudo muito bem organizado? Em alguns casos, sim, já em outros… Quase sempre o segurança acha que você é mais um penetra.

Isso não é exatamente VT, mas serve ©PedroStabile.com

Isso não é exatamente VT, mas serve ©PedroStabile.com

Por falar em segurança, taí um outro problema. Uma vez dentro do evento, os seguranças sempre vão tentar te empurrar para o pior canto de todos, independente do que os organizadores queiram. A verdade é que quem manda são eles. Ou seja, para conseguir uma boa foto, deve-se lutar (em alguns casos literalmente) com esse “armários” ambulantes (já pensou ter que interromper uma briga em um evento de Vale-Tudo, cheio de lutador na platéia?… é bom que o cara seja grande).

Fotografar VT tem suas vantagens ©PedroStabile.com

Fotografar VT tem suas vantagens ©PedroStabile.com

Após passar pela segurança, vem um terceiro problema: seus “coleguinhas”. Sim, eles são seus amigos, contanto que isso não custe uma foto. Afinal, o que você foi fazer, amigos ou boas fotos… hmmm, polêmico. Às vezes (sempre!) é necessário garantir sua posição na beira do ringue com antecedência e, dos 4 lados existentes, geralmente somente 1 fica disponível para os fotógrafos. Solução: chegar cedo, escolher o lugar, ficar plantado e tentar não ser expulso. Vontade de ir ao banheiro? Já era.

Aí o evento começa, com 1 ou 2 horinhas de atraso (às vezes 4!), mas começa. Você então começa a fotografar. Se com os seguranças você tem que brigar literalmente, com os fotógrafos adjacentes você briga lateralmente. Ou seja, empurra-empurra (e eu não vou nem falar dos câmeras!). Se tudo der certo, você faz boas fotos e vai para casa, certo? Errado. Nunca vi um evento desses com luz boa. E os lutadores não lutam em câmera lenta, o que torna fazer fotos boas uma tarefa difícil.

A luz é tão forte que parece dia... ©PedroStabile.com

A luz é tão forte que parece dia... ©PedroStabile.com

Não podemos esquecer que a maior preocupação desses atletas não é como eles vão sair na foto ou se o ângulo está bom (egoístas!), mas sim coisas banais como não tomar um soco ou chute na cara, estrangular o oponente etc. Então é bom que você torça para que quando um deles tomar um chute na cara e cair, que ele caia virado para você. No entanto, não torça demais senão o chute pode ser tão próximo, mas tão próximo, que a vítima seja sua máquina (e sua cara, consequentemente), afinal, você está a meio metro da ação e pior, concentrado naquele viewfinder onde tudo parece um filme.

Essa seria uma boa foto de uma finalização, se o cara tivesse caído para cá, é claro... ©PedroStabile.com

Essa seria uma boa foto de uma finalização, se o cara tivesse caído para cá, é claro... ©PedroStabile.com

Finalmente, preste muita atenção, pois Vale-Tudo é um esporte muito rápido. Já vi lutas acabarem em 3 segundos, e com um só golpe, e se você ainda estiver regulando a máquina (”hum… iso 640 ou 800?”), JÁ ERA!

Isso vai doer... ©PedroStabile.com

Isso vai doer... ©PedroStabile.com

Resumindo, os 6 passos para se fazer boas fotos de Vale-Tudo:
1- Entrar no evento
2- Passar pelos seguranças
3- Disputar posição com colegas
4- Velocidade X ISO X Diafragma
5- Lutador cair pro seu lado
6- Atenção e Timming

Não vou nem falar sobre edição de fotos, deixo esse tópico para um próximo post.

Boa sorte!

E pra você que leu esse post até o final, um presente (se você for homem é claro, se você for mulher, me desculpe!).

Foi sem querer... eu juro! ©PedroStabile.com

Foi sem querer... eu juro! ©PedroStabile.com

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