Chapada Diamantina
Acabei de voltar da Chapada Diamantina, provavelmente um dos lugares mais bonitos do mundo. Fotos em breve.

Chapada Diamantina ©PedroStabile.com
Acabei de voltar da Chapada Diamantina, provavelmente um dos lugares mais bonitos do mundo. Fotos em breve.

Chapada Diamantina ©PedroStabile.com
Nesse último final de semana, subi a Pedra da Gávea para registrar o Highline que meu amigo Hugo montou. Ele é um dos maiores especialistas e entusiastas da prática no Brasil, e esse highline em particular não é dos mais simples não… Junto com ele estavam meus amigos Lucas “Jah” e Bernardo “Mad”, e depois ainda chegou o meu camarada fotógrafo Guilherme “Grilo”. Só louco. Aproveitei para fazer mais vídeos (preciso editar) e fazer umas fotos do pôr do sol, que é sempre impressionante, ainda mais visto do cume da Gávea. Deixo aqui um gostinho do que foi esse final de tarde. Assim que editar o vídeo coloco aqui. Espero que gostem.

Highline nas alturas... © Pedro Stabile

Jah walking the line © Pedro Stabile

Admirando o pôr do sol © Pedro Stabile

Descer pra que? © Pedro Stabile

A noite consumindo o dia © Pedro Stabile

Pensei que ia demorar mais tempo. Achei que depois de alguns milhares de views, de repente. Mas não. O meu segundo vídeo de escalada, Epitáfio de Ilusões, mal entrou no ar no YouTube e já foi retirado, com o recorde de zero views.
“This video is no longer available due to a copyright claim by WMG”
O primeiro vídeo, Bam-bam, ainda está no ar. Talvez porque a trilha sonora seja da Sony Music, e não da WMG. Fica a dica. Para os próximos vídeos, vou fazer o que devia ter feito desde o começo: compor minha própria música… hmmm… acho melhor não. Então vou procurar em sites de bandas desconhecidas no MySpace, e talvez até pedir autorização deles. Desse modo, eles divulgam sua música, eu divulgo meu vídeo, e as pessoas assistem e se divertem (eu espero). Não precisamos das gravadoras.
“This video is no longer available due to a copyright claim by WMG”
O interessante é que vários músicos devem ser contra essa decisão de retirar suas músicas do YT, mas a não ser que eles sejam um Radiohead da vida, não podem fazer nada a respeito. O cara deve ter que implorar aos executivos para colocar uma música, que ele mesmo compôs, em um vídeo.
“This video is no longer available due to a copyright claim by WMG”
Mas o Vimeo tá aí, para ajudar os videomakers (fiz dois filmes e já sou videomaker? bom, se eu fiz né…) que querem escolher qual música vai tocar em qual parte do vídeo. Eu até entendo a decisão do YT de retirar o vídeo do ar: eles tem um acordo com as gravadoras e elas estão desesperadas. E devem ficar mesmo. Não conheço mais ninguém que ainda compra CD, e poucos compram músicas online.
“This video is no longer available due to a copyright claim by WMG”
Bom, chega de reclamação… agora a parte boa. Meu segundo vídeo está no ar! Opa! E dessa vez é sobre, adivinha… escalada… na Floresta da Tijuca… no Campo Escola 2000…. A via é a Epitáfio de Ilusões, graduada em 9c, que termina com um bote enorme… mesmo. O Rafael, escalador do vídeo, já conseguiu encadenar a via, e também já tomou umas quedas bem grandes, de uns 15 metros. Será que no vídeo ele consegue? Veja e descubra.
Escalada Esportiva: Epitáfio de Ilusões, 9c (5.13b/8a) from Pedro Stabile on Vimeo.
Há mais ou menos 3 semanas resolvi pegar emprestado a Canon G9 da Lia, para testar sua capacidade de fazer vídeos. E no intuito de unir o útil ao agradável, levei a câmera para a Floresta da Tijuca, mais precisamente para o Campo Escola 2000, e entrei numa de filmar o pessoal escalando.
A G9 é uma excelente câmera fotográfica dessa categoria, digamos, de saboneteiras digitais. Mas como filmadora, embora tenha ficado impressionado com a boa resolução, ela deixa um pouco a desejar. Não se pode dar zoom, por exemplo, uma vez que se tenha começado a filmar. Mas levando em consideração que ela não é uma filmadora, está ótimo.

Canon G9
Mas porque o nome desse post é Bam-bam? Calma, eu vou chegar lá (os escaladores já sabem). Bom, depois de ter ficado um final de semana inteiro filmando, acabei com mais ou menos 5 gb de clips para editar. E depois de toda essa edição, surgiu uma dúvida… fazer upload no Youtube ou no Vimeo?
Eu gosto mais da aparência do Vimeo, mas a versão grátis tem um limite de 500 mb de envio por semana, e um dos vídeos que eu editei tem mais que isso, ou seja, nem poderia colocar lá. A versão paga, com upload ilimitado e várias funções, custa uns 100 reais por ano.
Já o famoso Youtube é grátis, completamente grátis, sem limites de upload. Por outro lado, eles tem um sistema que rastreia todos os vídeos e, de alguma maneira, identifica as músicas tocadas. Eu duvido que a Sony Music Entertainment autorize o uso da música que eu escolhi no meu vídeo, então se eles retirarem o som do vídeo, eu retiro o vídeo de lá.
Como teste, coloquei o vídeo nos dois. E afinal, porque Bam-bam? Esse é o nome da via escalada no vídeo, pelo Thiago Antonelli. Essa via tem sua parte mais difícil, o crux, no início… mas não se engane, o final que é teoricamente fácil fica bem mais complicado depois de você ter se esgotado no começo. E como a parede tem uma inclinação negativa de uns 30 graus, quanto mais tempo você demora, mais energia você gasta.
Ainda tenho outros 4 ou 5 vídeos para acabar e colocar no ar, mas quero ver como esse aí se comporta em cada site, para decidir qual deles usar no futuro. Sugestões? Comente!
.
Escalada Esportiva: Bam-bam, 9a (5.12d / 7c) from Pedro Stabile on Vimeo.
… muitas nuvens!
Fui escalar no Pão de Açúcar hoje, e depois resolvi fazer a trilha que vai até o cume, o famoso Costão.

blá blá blá...
Quando cheguei no topo, ao invés de encontrar a vista característica do Rio de Janeiro, que por sinal é maravilhosa, o que pude ver foi, bem, nuvens, ou seja, nada. Por mim, tudo bem, já pude apreciar a paisagem várias vezes e poderei várias outras com certeza. Mas e os turistas? Coitados… fiquei com pena de alguns deles, com suas câmeras fotográficas no pescoço, prontos para capturar imagens de uma das cidades mais belas do mundo, e o que eles puderam ver? Isso:

Vista maravilhosa do RJ
Lindo não?
Sim… é verdade. Tem um sujeito que se identifica apenas como KAPturer (KAP = Kite Aerial Photography) que tira fotos aéreas usando uma pipa. Como? Bom, ele mesmo responde a essa e outras perguntas no seu perfil do Flickr, que eu copio abaixo, mas não é muito difícil de imaginar, não é verdade?
A pipa deve ser capaz de levantar pelo menos 1 kg, ou seja, não é uma daquelas pipas que são vendidas na praia, com a bandeira do Framengo. Depois de prender a câmera firmemente na pipa, basta dar asas a sua imaginação… e bolar um jeito de disparar o obturador. Ele diz que usa rádio, mas na pior das hipóteses é só deixar a câmera tirar uma foto a cada 10 segundos e depois se virar na edição.

Foto aérea usando pipa ©KAPturer
Copiado do perfil do sujeito:
FGA (Frequently Given Answers):
* It’s a camera
* Yes
* Taking pictures
* Of the scenery below
* Mainly for fun
* No, the images on Google Earth are taken by satellites and aircraft
* A guy in France did, in 1888
* I can control it by radio
* No
* There are hundreds, maybe even thousands of us across the world
* As high as the string will let me
* No idea!
* Probably
* Thanks!
Bom, pelo que entendi, isso já foi feito em 1888 (por Arthur Batut, eu pesquisei), existem vários “kite photographers” no mundo, e ele comanda a câmera por controle remoto. Legal.

O "carretel", com linha que aguenta até 100kg... ©KAPturer
…e é bom que essa linha aguente mesmo, ou então o vento leva embora sua câmera. Infelizmente isso nunca daria certo no Rio de Janeiro. Em poucos segundos, um empinador de pipas malandro iria rabear a câmera-pipa e aí, adeus equipo. Mas ao que parece, lá na Holanda isso dá muito certo, pois já encontrei várias fotos interessantes desse tal de KAPturer e de muitos outros como Scott Haefner.

Preparando-se para soltar a pipa ©Scott Haefner
E aliás, aos escaladores e a quem possa interessar, na primeira foto, aquela “escultura torta” é na verdade um mega muro de escalada, com mais de 35 metros de altura, e vias em todas as faces. Essa, parece, foi a solução dos Holandeses para criar um point de escalada nesse país completamente plano. Os escaladores agradecem :)
Esse post é quase uma tradução de um post do blog do fotógrafo Tim Kemple. Resolvi fazer esse re-post porque, bem, gostei do original. O post fala sobre como é importante para um bom fotógrafo profissional fazer “novas” fotos de coisas que já foram fotografadas milhões de vezes, como por exemplo a Torre Eiffel (o exemplo é meu).

Na época era original...
No caso do Tim Kemple, ele estava fotografando escalada, mais precisamente Deep Water Solo (quando se escala sem cordas sobre a água), na Espanha. O problema dele era simples: já fotografaram isso de todos os ângulos possíveis, e os melhores ângulos já foram exaustivamente explorados… e agora? Hora de arriscar um pouco mais.
Solução: ele desescalou um trecho difícil da parede (o cara escala muito bem), sobre o mar, para achar a melhor posição, e fez isso com a câmera dentro de um case que não era a prova d’água! Depois, mandou o assistente rapelar com os flashes. Assistente de fotógrafo que escala é isso aí, tem que se virar.
Por último, “autorizou” o escalador a … escalar, claro. Tudo isso no melhor horário possível para fazer as melhores imagens para seu cliente. Abaixo está uma delas, eu diria que ele conseguiu.

Deep Water Solo ©Tim Kemple
UPDATE: É claro que nem sempre as coisas dão certo…
Mallorca Rappel How To from Tim Kemple on Vimeo.
Comentei em um post anterior, sobre fotografia noturna, como é interessante escalar a noite. Eu estava me referindo à vias relativamente tranquilas, em paredes de fácil acesso, como a Via dos Italianos no Pão de Açúcar ou a K2 no Corcovado. Bom, esse não é o caso da foto abaixo. O escalador Lucas “Jah” realizou a primeira ascensão dessa via nessas condições, e eu garanto que a via não é exatamente tranquila. O lugar, como não poderia deixar de ser, é a famosa Gruta de Passa Vinte.

A verdadeira escalada noturna ©PedroStabile.com
Devo dizer que, talvez igualmente tão difícil quanto a via, foi conseguir fotografar sem flash nessas condições de luz. Não é que eu seja contra, talvez se tivesse usado um flash remoto na base de repente criaria um efeito legal, sei lá, acabo não usando sempre que possível. E mesmo quando parece ser impossível. É claro que se eu tivesse uma Nikon D3, com seu ISO 25,600 (!), tudo seria mais fácil. Mas eu gosto de um desafio. Ahh… já ia esquecendo, o nome da via é Entre a Sombra e a Escuridão. Tudo a ver…

Vida nas montanhas ©PedroStabile.com
“Mas os dias que estes homens passam nas montanhas, são os dias em que realmente vivem. Quando as cabeças se limpam das teias de aranha, e o sangue corre com força pelas veias. Quando os cinco sentidos recobram a vitalidade, e o homem completo se torna mais sensível, e então já pode ouvir as vozes da natureza, e ver as belezas que só estavam ao alcance dos mais ousados.” Reinhold Messner

Montanhas ©PedroStabile.com
Fotos noturnas de paisagem nem sempre são fáceis de fazer, já que geralmente precisa-se de um tripé, uma noite clara e muita paciência. Coloque na mistura o medo de ser assaltado e você tem um novo esporte radical! Mas eu acho que vale a pena arriscar.

Pão de Açúcar a noite ©PedroStabile.com
O Pão de Açúcar já é bonito de dia, de noite então é show! E com essa iluminação dava até para escalar a noite sem headlamp. A iluminação não é mais feita, mas com uma boa lua cheia dá para escalar tranquilo.

Face sul do Corcovado a noite ©PedroStabile.com
E o que dizer então do Corcovado… lar de algumas das vias de parede mais difíceis e interessantes do Rio. Na foto, percebe-se um ponto de luz no meio da parede… é um escalador, na famosa via Tragados pelo Tempo (que realmente nos tragou, já que demoramos 3 dias para escalar a via). A foto foi tirada da base da via, em uma longa exposição de mais ou menos 30 segundos, o que faz com que a parede fique iluminada pelas luzes da cidade.
Fica para um outro post a imponente Pedra da Gávea e o clássico Dedo de Deus.

Jah na via Remédio Amargo ©PedroStabile.com
Semana passada fui para Passa Vinte, uma cidadezinha no sul de MG, onde passei o final de semana. Para chegar lá, deve-se pegar a Dutra, sair em direção a Quatis, continuar até Falcão (por estrada de terra), e seguir até Passa Vinte (por estrada de terra muito pior… uma cratera no meio do caminho talvez explique o nome… só passam vinte! os outros caem nela e… ).
Por que fui até esse fim do mundo? Em primeiro lugar, adoro ficar nesses lugares afastados da cidade (não pega celular… ótimo!). Em segundo lugar, e talvez mais importante, é que PV está situada em uma região chamada de Cadeia das Montanhas Mágicas da Mantiqueira. E é lá que se encontra a já famosa (entre escaladores) Gruta de Passa Vinte.
Normalmente, para se fazer boas fotos de escalada é preciso pegar um ângulo de cima, e isso geralmente só é possível se você ficar suspenso em uma corda (ou árvore!), presa ao baudrier, às vezes por horas, o que pode ser beeeeem desconfortável, acredite em mim. Mas lá na Gruta, bem de frente às vias, tem uma pedra que forma o que o pessoal chama de “arquibancada”. Para fotografar, filmar ou apenas assistir as escaladas é ótimo… e possibilita fotos como essas.

Jah no crux da via Remédio Amargo ©PedroStabile.com
Em breve, colocarei mais um ensaio no site, dessa vez sobre natureza. End post.