Criatividade
Direto do Ephemera.
Muito interessante esta palestra da Elizabeth Gilbert – autora do livro Comer, Rezar, Amar – sobre como lidar com as peculiaridades de se trabalhar com criação.
Ela observa que a criatividade parece estar associada a pessoas atormentadas, tendo em vista a enorme quantidade de artistas deprimidos na história. “Muitos mortos pelas próprias mãos”, ela completa, “mas nem sempre foi assim”.
Ela conta que, na Grécia Antiga, a genialidade não estava no indivíduo, mas poderia se manifestar por meio dele. Dessa forma, a pressão sobre o artista era menor. Ele não tinha a obrigação de ser genial todo instante ou de se superar a cada obra, pois isso não dependia da sua vontade, nem da sua competência. O artista era criativo e talentoso, sem dúvida, mas se a sua obra seria algo excepcional, destacando-se do resto da produção da época, ou até mesmo da do próprio artista, isso era uma dádiva dos Deuses, ou Gênios, como foram chamados pelos romanos. O Gênio, portanto, não era o artista, mas estava com o artista.
O vídeo está em inglês, sem legendas, e dura 19:29, por isso achei que seria útil fazer uma sinopse.